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Fundamentação
O que a tradição reformada ensina sobre Igreja, Estado e as esferas de soberania, de Lutero e Calvino a Kuyper.
Fé • Política • Esperança

Um livro de Rinaldo Berbert
Discipulado cristão em uma sociedade politizada.
O livro parte de uma coincidência que virou rotina: política e religião ocupam o mesmo espaço nas redes, nos púlpitos e nas urnas, e quase sempre é difícil dizer onde uma termina e a outra começa.
Rinaldo Berbert percorre essa aproximação sem defender candidato nem partido, e pergunta o que a Bíblia responde a quem espera ser salvo por alguém.
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Como o livro é construído
Fundamentação bíblica e histórica, uma leitura da realidade brasileira e, no fim, direção prática para o voto e para o cotidiano.
01
O que a tradição reformada ensina sobre Igreja, Estado e as esferas de soberania, de Lutero e Calvino a Kuyper.
02
Por que a idolatria do coração nos leva a procurar salvadores humanos, e o que acontece quando eles falham.
03
Uma ética política bíblica para cidadãos do Reino: como viver e como votar sem transformar o voto em idolatria.
O caminho do livro
O livro abre com a imersão da fé na política, passa pela corrupção emambas as esferas e chega a uma ética política baseada na Bíblia, para viver como cidadão do Reino em meio à polarização.
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Um trecho para sentir o tom do livro
“Existe uma injustiça silenciosa cometida contra muitos líderes políticos. Espera-se deles aquilo que Deus nunca lhes pediu para realizar.”
“O verdadeiro Salvador não veio do centro do poder político. Veio do céu! Belém continua corrigindo Jerusalém. A cruz continua corrigindo os tronos.”
O livro se dirige a quem já se decepcionou com “salvadores da pátria” e quer entender de onde veio essa expectativa.
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Conheça a voz do autor e a pergunta que abre o livro.
O Brasil Quer Mesmo Um Salvador da Pátria?
Vivemos uma época em que política e religião caminham extremamente próximas. Em muitos contextos, tornou-se difícil distinguir onde termina a fé e começa a ideologia.
Essa aproximação não é um fenômeno inteiramente novo. Ao longo da história, sempre existiu uma relação entre convicções religiosas e estruturas de poder. Reis recorreram à religião para legitimar seus governos, enquanto líderes religiosos, por vezes, buscaram apoio político para fortalecer sua influência. O problema não está na existência dessa relação, mas na perda dos limites estabelecidos por Deus para cada esfera da vida.
Vivemos dias em que as redes sociais ampliam esse fenômeno. Em poucos minutos, discursos políticos são compartilhados como se fossem sermões, enquanto mensagens bíblicas são interpretadas exclusivamente por lentes ideológicas. Muitos passam a enxergar as Escrituras não para serem orientados por elas, mas para encontrar justificativas para posições previamente assumidas. Nesse processo, a Palavra deixa de julgar o homem, e o homem tenta julgar a Palavra.
Será que fé e política são incompatíveis? O grande problema reside na confusão indevida entre as esferas estabelecidas por Deus. Quando a Igreja abandona a sua missão principal para tornar-se instrumento partidário, ela ultrapassa os limites de sua vocação espiritual. Por outro lado, quando o Estado tenta ocupar funções morais e espirituais absolutas, também invade um território que não lhe pertence.
Kuyper defendia que a sociedade não deveria ser organizada a partir de um poder central absoluto, mas mediante a cooperação equilibrada das diversas esferas sociais. Essa compreensão ficou conhecida como esferas de soberania. Segundo essa perspectiva, nenhuma instituição humana recebeu de Deus autoridade ilimitada. Todas respondem ao Senhor e exercem um papel específico dentro da criação.
A missão da Igreja é espiritual. Jesus declarou: “O meu reino não é deste mundo.” (João 18.36). Entretanto, a missão da Igreja produz um impacto social. O Evangelho transforma indivíduos e, consequentemente, influencia a sociedade.
As maiores transformações sociais da história frequentemente nasceram de corações alcançados pelo Evangelho. A Igreja influencia a sociedade quando compreende a sua missão.
E é exatamente essa missão que este livro procura recolocar no centro.
Como você vai ler
Capítulo 1
Vivemos uma época em que política e religião caminham extremamente próximas. Em muitos contextos, tornou-se difícil distinguir onde termina a fé e começa a ideologia.
Essa aproximação não é um fenômeno inteiramente novo. Ao longo da história, sempre existiu uma relação entre convicções religiosas e estruturas de poder. Reis recorreram à religião para legitimar seus governos, enquanto líderes religiosos, por vezes, buscaram apoio político para fortalecer sua influência. O problema não está na existência dessa relação, mas na perda dos limites estabelecidos por Deus para cada esfera da vida.
Vivemos dias em que as redes sociais ampliam esse fenômeno. Em poucos minutos, discursos políticos são compartilhados como se fossem sermões, enquanto mensagens bíblicas são interpretadas exclusivamente por lentes ideológicas. Muitos passam a enxergar as Escrituras não para serem orientados por elas, mas para encontrar justificativas para posições previamente assumidas. Nesse processo, a Palavra deixa de julgar o homem, e o homem tenta julgar a Palavra.
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E-book O Brasil Quer Mesmo Um Salvador da Pátria?
Sobre o autor
Mineiro, 60 anos, casado com Priscilla e pai de Yan Lucca, Bárbara e Nicolas. É bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano Rev. Denoel Nicodemos Eller e pós-graduado em Teologia Sistemática pelo Centro Presbiteriano Andrew Jumper, da Mackenzie.
Pastor há mais de 35 anos, é autor de O Brasil Quer Mesmo Um Salvador da Pátria?, um chamado ao discipulado cristão em uma sociedade politizada.
Acompanhe @rinaldoberbert